Tema: Escolas cívico-militares – implantação, manutenção, polêmicas e resultados

Requião Filho

““A escola cívico-militar, ela é, na verdade, uma grande propaganda de governo. Ela não é um projeto pedagógico. Não existe uma mudança pedagógica e não existe um projeto diferenciado. Existe um projeto para agradar uma ala extremista de direita que existe no Paraná, que existe no Brasil, que não está preocupada com a qualidade de ensino, mas sim numa pseudoeducação onde o seu filho irá aprender a respeitar.”“A pedagogia já mostra que o enfrentamento direto a adolescentes não gera ganho, gera embate. Ao invés do adolescente aprender mais, gostar mais da escola, o que está vendo é uma batalha entre adolescentes e policiais.”“Os policiais que são escolhidos para as escolas cívico-militares não são escolhidos de acordo com a sua capacidade pedagógica ou com o seu treinamento e preparo para lidar com adolescentes. São indicações políticas e nós estamos tendo aí problemas de assédio sexual com meninas, problemas de violência com alunos. Nós tivemos em Toledo um policial que puxou uma arma para uma senhora de 60 anos que trabalhava na escola.”“Se o seu carro quebrou, você vai no açougue ou você vai no mecânico? Você quer ensinar uma criança? Você quer um policial ou você quer um professor?”“Polícia e comunidade trabalhando junto […] eu apoio. Mas um sistema militarizado de uma hierarquia forçada, sem o devido preparo e sem a devida construção pedagógica só para fazer propaganda não é benéfico.”“Escolheram os colégios que já tinham as melhores notas com os melhores alunos e ainda fizeram prova para escolher quais alunos estariam lá. E mesmo assim, nos quase 350 colégios que nós temos hoje cívico-militares, temos algum tipo de problema de enfrentamento entre policiais e alunos, policiais e pedagogos.””
Como fará: Extinguir ou não implantar escolas cívico-militares; substituir por modelo comunitário e pedagógico.